Eis, o clichê!

Definição: Um clichê (do francês cliché), chavão ou lugar-comum é uma expressão idiomática que de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação má em vez de dar o efeito esperado.

Eu, entretanto, discordo.

Uma coisa ser clichê ou não, depende, depende de quem usa, como usa, quando usa e por que usa, por exemplo, eu, um jovem que faz um curso de informática posso fazer uma ‘piada’ ou utilizar algum termo que de fato seria clichê apenas para aqueles que entendessem. Se ninguém entendesse, não seria clichê. Bem simples.

Mas isso é um fato isolado, de modo geral tudo é clichê. Músicas, filmes, textos, lugares, pessoas, comportamentos. As coisas adquirem um padrão que faz com que tudo seja tão igual e repetitivo que a minima coisa diferente (entenda-se estranha, bizarra, ou qualquer termo semelhante) já é suficiente para fugir aos clichês.

Logo, clichê é um padrão.

Entretanto, isso não quer dizer que ele perca o sentido.

Quantas vezes você já viu um filme onde tudo começa bem, acontece um fato isolado, o mocinho vai atrás do bandido o filme todo, eles se encontram, derrepente tudo parece perdido, ai o mocinho ganha… É sempre assim, mas as pessoas continuam a ver esses mesmo filmes, vez após vez, mesmo sabendo o final.

Quantas vezes você já viu aquele filme onde a vida começa na mediocridade da normalidade, ai derrepente dois personagens que não tem nada a ver passam a ter tudo a ver, para, inevitavelmente, ficarem juntos quando os créditos começarem a rolar.

E quanto as músicas? Boa parte começa de um jeito, no meio da música a tonalidade, ritmo e melodia mudam, ai volta pra mesma música, e acaba. Aliás, música é de fato o maior clichê já criado e admirado por todos, inclusive você, com certeza. Analise a formula: Letra, letra, refrão, letra, letra, refrão, letra, acaba. As mais antigas contam com um ‘solo-de-alguma-coisa’ no meio, mas mesmo assim não fogem ao clichê, não fogem ao padrão.

Tudo de fato é um clichê, se bem que essa expressão é bem mais usada para frases ou trechos de alguma coisa. Isso de fato ocorre bastante comigo, ou tem ocorrido pelo menos, o fato é que eu sou sim um clichê ambulante, não sei por que eu gosto de usar determinadas frases em determinados momentos. Há quem diga que usar clichês é falta de imaginação, eu discordo. Clichê se tornou um padrão por algum motivo, talvez por expressar a totalidade da perfeição de uma frase ou acontecimento, e por isso se repete tanto e de tal modo que se for modificado perde o sentido e a essência da coisa.

Eu sei que é chato, mas não é ruim, por que como eu disse, depende do quem, como, onde e por que.

Na verdade, ser clichê é bem clichê… Ficar querendo usar essas frases, como se fosse uma grande coisa, ficar querendo expressar sentimentos e tudo mais em palavras prontas.

E não ser clichê, também é clichê… Ficar querendo evitar essas frases, ficar tentando ser original 100% do tempo, ficar identificando clichês e apontando-os pra evitar os clichês, é clichê.

Enfim, não importa de fato, por que tanto faz, é só uma questão de interpretação e ponto de vista. Não creio que seja-la-o-que-for perca o sentido ou cause uma reação má.

Ser ou não ser? Eis, a questão!

Ser ou não ser? Eis, o clichê!

PS: Na verdade, palavras são apenas palavras, um olhar foge aos clichês das palavras, foge de qualquer coisa.

PS2: Texto clichê…

1 Response to “Eis, o clichê!”


  1. 1 Bruna B. fevereiro 25, 2009 às 8:53 pm

    Concordo totalmente e absolutamente com você. Tirou as palavras da minha boca!


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