Tão estranho quanto a ficção

Há pouco, terminei de assistir um filme (indicado pelo meu amigo Israel (aliás, obrigado)) chamado ‘Mais Estranho Que A Ficção’ (Stranger Than Fiction) e o negócio é o seguinte: O filme conta a história de um homem comum, Harold Crick, que derrepente vê que sua vida é uma história, ok a vida de todo mundo é uma historia, mas a dele é diferente por que de fato, É uma historia, com uma narradora e tudo. E o lance é esse, ele derrepente começa a ouvir a narradora de sua própria historia, dai o filme segue (não vou ficar contando o filme todo).

Contudo, uma parte me chamou mais a atenção que as demais: Harold começa a pensar um desejo que ele tinha quando criança, que seja, e que nunca realizou, e então percebe um: Aprender a tocar guitarra! E lá vai ele á uma loja com 122 guitarras, 732 cordas, 257 toca-discos e 189 botões de volume (isso é contado no filme), começa então a busca pela guitarra perfeita para ele, e dentre várias opções, Harold escolhe uma Fender verde. Então nas cenas seguintes é mostrado Harold tocando pela primeira vez e enfim aprendendo uma música.

Nada demais, nem pra vocês, nem pro filme, já que esse não é o tema principal. Entretanto, pra mim foi a cena que mais me chamou a atenção pois comecei a lembrar de algumas coisas e uma pessoa em particular. Imaginemos a narração:

“E la estava Richard, deitado em seu sofá laranja, coberto com seu edredon colorido olhando atentamente a TV, e enquanto via Harold comprar uma guitarra, pensava qual guitarra ele gostaria de ter e qual música tocaria, mas, depois de 2 segundos os pensamentos cessam e Richard imediatamente lembra-se de qual música gostaria de tocar. Não apenas a música, mas o motivo também estava definido. Diferente de Harold, Richard não tinha um desejo reprimido de infância sobre tocar guitarra, mas tal qual a situação de sua vida atual, Richard pensou “Preciso fazer isso também… Preciso parar de perder tempo e aprender a tocar guitarra…”. E após um lapso de pensamentos sobre se tudo era uma bela coincidência, Richard volta a sua atenção para o filme e decide terminar de pensar isso depois, escrevendo em seu blog.”

Lógico, não ficou tão bom quanto as narrações do filme, mas é mais ou menos isso. Contanto que a pessoa lembrada entenda, pra mim está ótimo.

O négocio é que de algum jeito aquela cena mexeu comigo… A história em si do filme me fez perceber algumas coisas importantes e pelo menos por enquanto meu desejo converte-se em uma linha:

Preciso aprender a tocar guitarra.

Infelizmente isso é um pouco complicado… Mas, ai está o número 49 da minha lista de coisas para fazer antes de morrer.

E por que meu relógio não me ajuda? Quero um relógio igual do Harold.

PS. “Eu, assim como Deus, não jogo dados e não acredito em coincidencias, só em possibilidades” – V (V de Vingança)

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