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Nada muito importante

Seria impressão minha ou este blog perdeu o significado e o propósito? O propósito (que era de expor pensamentos, opiniões, pontos de vista) talvez não, mas o significado (que era de algum modo fazer com que pelo menos as pessoas próximas a mim soubessem o que eu estava pensando sobre determinada coisa, ou ‘A Vida, o Universo e Tudo Mais’ de modo geral), talvez.

Houve um tempo que os textos aqui contidos significavam bem mais que palavras, significavam atitudes, expressões, pensamentos e todo esse tipo de coisa. Houve um tempo, inclusive, que vários de meus amigos tinham blogs parecidos e acabam criando suas própias divagações de pensamentos e acabavam concluindo várias coisas interessantes sobre várias coisas nem sempre interessantes.

Esse tempo, acabou.

Hoje, postar algo aqui não representa muita coisa á não ser dar algo para vocês, ou eles, depende do ponto de vista, lerem. Algo talvez interessante e só, nada que de fato vá mudar o pensamento de alguém ou algo que vá expor como eu me sinto em relação a cada particula do universo. Eu sinceramente, não me preocupo mais em expor tais coisas á determinadas pessoas, pessoas essas que hoje representam algo similar a esse blog, algo que pode ser comparado a simples memórias e apenas isso.

Neste ponto, deve-se notar que este texto em si é um paradoxo. Se eu não me preocupo em expor o que penso ou como me sinto, por que eu estou escrevendo isso de tal modo a expor o que eu penso e como eu me sinto? Sinceramente isto não faz sentido. Portanto, é preferivel que este texto seja entendido como uma explicação e até uma conclusão de fatos.

O fato, por mais triste que seja, é que talvez tais pessoas hoje não representam mais nada, apenas nomes em listas, apenas simples pessoas que dia após dia entram na qualificação de ‘Pessoas que eu conhecia’, isso, pois hoje já não as conheço mais. Independente do “Por que? Como? Ou Quando?”, nada vai mudar o que aconteceu, nada vai mudar o que foi dito antes e o que se pensa hoje a cerca de mim ou delas, pois, como eu disse, elas já não tem significado algum, logo não tem importância.

Aqueles que me conhecem ou se lembram de como eu era podem achar que este tipo de atitude ou pensamento acaba fugindo totalmente do que eu dizia ou fazia. De certo modo, não lhes tiro a razão. É totalmente diferente mas apenas em relação a estas pessoas, em relação as demais nada mudou. Ainda há aqueles que amo, aqueles com quem converso, aqueles que eu faria de tudo para ver feliz, aqueles com quem me divirto, aqueles que eu admiro, aqueles com quem converso no fim do dia, aqueles com quem eu me preocupo. E estes, sabem exatamente como me sinto e o que pretendo daqui em diante em relação ao que aconteceu.

Talvez, fosse certo conversar com tais pessoas, resolver meus problemas, fazer com que tudo volte a ser como era antes. Mas quem disse que eu quero que as coisas voltem a ser como eram antes?

Hoje em dia, dou-me por satisfeito com o modo como as coisas estão a correr, e isso engloba uma série de coisas, seja sobre meus amigos, estudos, trabalho, etc. Sinceramente não sinto falta dos dias em que cada hora era uma batalha e cada palavra tinha que ser dita com cuidado, não sinto falta das pessoas que hoje são apenas linhas escritas em algum texto, ou daquelas que só viam o que queriam ver.

Aos meus amigos, os verdadeiros amigos, apenas digo com certeza: Não se preocupem. Apesar de parecer ruim toda essa situação acaba sendo extremamente boa, sequer este texto deve ser interpretado como algo negativo, mas sim como algo positivo, pois, hoje me sinto melhor do que nunca e se me perguntarem se me falta alguma coisa, posso responder que não, não me falta nada.

PS. O blog em si vai continuar.

PS2. Eu não devo explicações a nínguem, só não tinha o que fazer.

Objetivos de 2008 – Parte 2

Antes de mais nada:

Os objetivos de 2008Objetivos de 2008 – Parte 1

Então, vamos lá:

→ Objetivo nº 9 - Ir á São Paulo pelo menos 1 vez - COMPLETED
Simples, objetivo alcançado nestas férias, onde fiz uma viagem pelo estado de São Paulo, estando, inclusive, em São Paulo. Ok, menos um.

Objetivo nº 13 – Ver o São Paulo conquistar, no minímo, 3 títulos - FAILED
Na verdade, até agora não vi nenhum… E nem vou ver, é fisicamente impossivel.

→ Objetivo nº 14 - Assistir a final da Libertadores no Morumbi - FAILED
Leram o anterior? É, uma coisa leva a outra e tal…

Objetivo nº 17 - Ter um v8 - COMPLETED
Conseguido com muito esforço e insistência… A propósito, coisa mágica isso viu, valeu a pena cada minuto de espera. Sou um proprietário e feliz usuário de um Motorola Razkr² V8, portanto nada a reclamar.

Objetivo nº 18 – Conhecer o Israel - COMPLETED
Na já citada viagem pelo estado de São Paulo estive em Tatuí entre os dias 8 e 12 de Julho, onde tive a oportunidade de conhecer um dos meus maiores e mais queridos amigos, alguém que tem me acompanhado atraves dos anos, e portanto não merece nada menos que minha total consideração, respeito e agradecimento. Obrigado por tudo, Israel “Frango, Vaca e demais animais de fazenda” Ferreira.

Objetivo nº 24 - Assistir, no mínimo, 50 filmes - COMPLETED
Completo, não sei bem em qual altura do ano pois não marquei as datas corretamente em algumas oportunidades. Entretanto, marquei todos os filmes, e, aqueles que tiverem curiosidade (ah claro…) podem ver a lista na nova página criada: Filmes 2008. Ah sim, já que alcançamos este, vamos tornar as coisas mais interessantes, objetivo nº 28 adicionado: Assistir, no mínimo, 100 filmes. Ah, eu não sou paranóico nem louco, sou apenas organizado.

That’s all folks. Metade do mês 8, tic-tac o tempo está correndo e ainda restam objetivos…

Reborn

Durante alguns anos eu joguei um mmorpg chamado The 4th Coming (ou T4C para os íntimos), nele você criava um personagem, ficava forte, fazia quests e tudo mais. A ‘última’ quest do jogo, por assim dizer, servia para você virar um Seraph. Quando se chegava a um determinado nível, fazia-se essa quest, juntava-se alguns itens, passava-se por alguns desafios e pronto, você renascia, você voltava ao primeiro nível, mais forte, mais experiente, com habilidades extras, e com asas, essas que definiam quem você era.

Você podia renascer como um anjo, ou demônio.

‘Purity of Spirit and Soul. Reborn. Ready to Reborn’ eram essas as últimas palavras antes do renascimento… Quem fazia isso no jogo, dizia que você tinha que conhecer a morte antes de conhecer a vida. Era o ultimo teste.

Durante os últimos dias eu tenho enfrentado uma série de coisas, uma série de testes, tenho enfrentado todo tipo de sentimento… Ódio, esperança, fé, raiva, desgosto, alegria, tristeza, amor… Tenho passado por bastante coisa, já perdi a esperança dezenas de vezes, já ri da situação, já me curvei perante a indiferença da vida, já lamentei pelas coisas boas que eu via, já me orgulhei de mim mesmo, já pensei em vida, já pensei em morte.

Hoje, eu mesmo já não sei mais quem sou… As pessoas ao meu redor não me conhecem, perguntam onde está aquilo que eu costumava ser, por que eu estava diferente, por que eu não estava feliz, queriam simplesmente saber o que aconteceu… Confesso que eu mesmo não sei responder… Uma soma de fatores, de tudo que me aconteceu fez com que eu me perdesse do meu verdadeiro eu.

Não quero que sintam pena de mim, que fiquem preocupados, ou tentem me ajudar… A verdade é que ninguem pode me ajudar.

A verdade é que ninguém faz idéia de como eu me sinto. Ninguém sequer imagina tudo que eu passei, tudo que eu senti, e pior, o que eu ainda sinto, o que eu ainda passo, o que eu ainda penso.

De uma coisa eu tenho certeza, muito do que eu tinha esta morrendo, se já não morreu.

Vazio, é assim que me sinto hoje. Gostaria de estar cheio de alguma coisa, mas não me resta nada, não me resta esperança, fé, orgulho… Tudo que eu tinha de bom está em algum lugar, e se manifesta apenas lá… Eu, já não tenho nada disso… Mas, nesse lugar você pode encontrar tudo isso, EU posso encontrar tudo isso…

Onde? Em meio as estrelas, é claro…

E se isso tudo for um teste? E eu mereço o que eu consegui?

Então não há nada o que eu posso fazer, apenas esperar e ver como eu vou renascer…

Como anjo… Ou como demônio?

Como se fosse a última vez?

Um filme que eu nunca havia visto é aquele “Como Se Fosse A Primeira Vez (50 First Dates)”, nele, como muitos devem saber, o personagem se apaixona por uma mulher que tem problemas de memória, e todos os dias ele tenta reconquistá-la.

Ok, a história por si só já é boa, mas alguns fatos extras me chamaram a atenção.

O pai e irmão dela faziam todos os dias as mesmas coisas, comemoravam todo dia o mesmo aniversário, viam as mesmas coisas falavam sobre os mesmos assuntos… Entretanto, certo dia ela descobre toda a verdade, que não é o dia que ela pensa que é, e que nada é verdade, que todos os seus dias tem sido mentiras.

Convenhamos… Descobrir que todos os seus dias têm sido apenas mentiras deve ser tão decepcionante, saber que você não tem direito a fazer o que quer de fato, ou que esta preso á um ciclo vicioso dos mesmos fatos e acontecimentos. Triste. Triste e decepcionante. Espero não acordar um dia e descobrir isso de mim, é normal se decepcionar com algumas coisas que acontecem, mas não é normal se decepcionar com suas próprias atitudes e as pessoas perto de você.

Voltando ao filme, certa hora a mulher (Lucy), percebe que estava “atrasando” a vida de Henry (o personagem que gostava dela) e que não havia como eles ficarem juntos, e decide dar um fora nele. Ele, mesmo triste e decepcionado, aceita a decisão dela, e parte. Mas, entretanto, porem, todavia, como os filmes têm finais felizes ele volta depois de perceber uma coisa, os dois ficam juntos, se casam, tem uma filha e são felizes, mesmo sob a condição dela. E os dias passam a não ser mais mentiras.

Deve-se ressaltar que alguns dias ele não conseguia a atenção dela, ela o mandava embora e tudo mais, mas mesmo assim ele não deixava de ir no outro dia.

Por que todas as coisas não podem ser como um filme? Cheio de reviravoltas enfim, mas com um final feliz? É mesmo justo acreditar que tudo que se faz é certo, mesmo que seja mais um dia de mentira? É justo ignorar a própria sorte, e pior, ignorar a própria felicidade?

É justo se conformar com isso?

O que aconteceria se todos se conformassem com suas situações? Ninguém tentaria melhorar, ninguém seguiria em frente, ninguém jamais pensaria diferente… Eu jamais estudaria mais pra uma prova se me contentasse com minhas notas baixas, um time não procuraria treinar depois de perder um jogo, um cientista jamais teria descoberto a cura de alguma doença, o Henry nunca teria tentado dia após dia reconquistar a Lucy e nunca teria ficado com a pessoa que o fez feliz de fato.

Mesmo eu, não estaria escrevendo esse texto.

Se conformar com algo, é aceitar algo, se esse algo não está certo, se não te faz feliz, se conformar significa aceitar ser derrotado. Ser derrotado? Não obrigado, apesar de dizer que sim, eu não aceito uma derrota, não aceito me conformar com algo e deixar pra lá como se nada tivesse acontecido, enquanto existe um pingo de força e vontade de mim eu lutarei, e enquanto minha esperança por imortal, assim como o Henry eu voltarei, e voltarei, e voltarei… Afinal, eu sempre volto!

Quantas vezes no mesmo filme ele se despediu dela para enfim voltar no outro dia e começar tudo de novo? E pior, ela mesmo, quantas vezes se despediu dele no fim do tudo, sabendo que amanhã não lembraria de nada, sabendo que tudo acabaria no nascer do sol e que nem lembranças restariam? Quantas vezes ela, eu, e todas as pessoas se despedem, como se fosse a última vez?

Talvez não seja a coisa mais justa á se fazer, escrever tudo isso, talvez não seja justo continuar com esperanças e permitir que a violência da sorte decida tudo.

Mas é justo ver alguém infeliz e olhar pro outro lado?

É justo ignorar o que te faz feliz?

Não, não é.

PS: “Você não iria querer passar 1 hora do dia com ela?” – Henry

PS2: “O que você vai ganhar com isso?” – Pai, “Eu não sei…” – Henry

Sobre pedidos e negações

Quando alguem que você gosta pedir-lhe algo, não negue… Melhor que isso, quando você tiver certeza que a pessoa quer mesmo isso, que precisa disso, não negue, não importando o que seja, ou quais conseqüências isso vá trazer.

Podem dizer que sou louco, e certamente dirão que sou! Não lhes tiro a razão, talvez eu seja mesmo louco, ou talvez tenha mais juízo que qualquer um, pois eu sei do que preciso e como preciso, eu sei o que devo fazer e o que eu gostaria que fizessem comigo.

Eu sei o que devo pedir… E talvez por isso, eu pedi.

Mas meu pedido me foi negado… Um ultimo gesto, simples, rápido, fácil, era tudo que eu pedia naquele momento, tão simples como dizer uma frase, era tudo que eu pedia e me foi negado… Uma ultima linha antes do próximo capitulo, uma frase final, uma conclusão deste ato do espetáculo…

Algumas vezes encontramos nossas esperanças e sonhos despedaçados e tentamos conserta-los, tentamos nos redimir da doce sensação de ver algo tão perto mas ao mesmo tempo tão longe, tentamos encontrar uma maneira de nos libertar de nossos pecados, uma maneira de pedir perdão não com palavras mas com a mente, com o orgulho, com a consciência e sobretudo com a alma.

Mas isso me foi negado.

Minha redenção me foi negada.

Talvez tudo que eu queria era poder levantar com a cabeça erguida, ainda que sangrando… Tudo que eu queria era poder olhar para o alto feliz por me sentir livre de todas as crenças e ter a falsa certeza que naquele momento eu estava perdoado. Era ter a certeza que podia me levantar não importando quais punições venham com a sentença…

Meu perdão me foi negado.

Tudo que queria era ter a certeza que não importa sob quais condições eu posso contar com uma mão amiga, que estaria disposta a fazer algo por mim, algo que ninguém mais esteve. Certamente ninguém mais entenderá, e sinceramente não ligo que não entendam. Eu mesmo me entendo com minha alma.

Minha compreensão me foi negada.

Ah sim, é fácil dizer que está tudo bem, mas é difícil acreditar nisso! E isso significa que de fato não está! Pode parecer egoísta, sim, mas se alguem quer se redimir por algo que fez, ou que pensa que fez, basta que liberte a alma dessa pessoa, liberte de seus pecados, suas lamentações e anseios… Me negaram quebrar minhas correntes…

Minha libertação me foi negada.

Faz sentido? Não. Mas quem mesmo disse que tinha que fazer sentido? Certamente não fui eu, caso contrário não estaria aqui… Eu teria ficado feliz com isso, com esse ultimo ato… Teria me sentido melhor, pronto para de fato olhar nos olhos no destino e dizer meu nome… Ainda que eu entenda que não é fácil fazer certas coisas, as vezes é necessário… Todos os dias fazemos isso, todos os dias partimos um coração, magoamos alguem, fazemos algo errado e quando temos a chance de fazer algo certo negamos isso como quem nega a verdade… Mas isso me foi negado… Eu queria isso… Eu precisava disso…

Mas me foi negado…

Infelizmente…

PS: Agora é tarde para qualquer coisa.

Invictus

Invictus

Saindo da noite que me cobre,
Negra como um fosso, de ponta a ponta,
Eu agradeço a qualquer Deus que seja,
Pela minha alma inconquistável.

Na cadência da engrenagem das circunstâncias,
Eu não me dobrei, nem chorei para que escutassem.
Sob a violência da sorte,
Minha cabeça sangra erguida.

Além deste lugar de ira e lágrimas,
Avulta tão somente o horror das trevas,
E ainda a ameaça dos anos,
Encontra, e irá encontrar-me, desprovido de medo.

Não importa o quão estreito seja o portão,
Ou quantas punições venham com a sentença,
Eu sou o senhor do meu destino.
Eu sou o capitão da minha alma.

William Ernest Henley (Invictus- 1875)

Sobre segundos e incertezas

41, 42, 43… Os segundos passam e nada parece mudar… 50, 51, 52…

Olhando para o meu relógio começo a perceber que ele é a única coisa realmente viva nesse quarto, a única coisa em movimento… 02, 03, 04… Os segundos passam e se transformam em minutos, e os minutos se transformam em horas…

Derrepente os segundos viraram horas…

E as horas viraram segundos…

Quando foi que eu perdi a noção do tempo? Quando foi que eu perdi a noção de tudo?

Derrepente o telefone toca, e continua tocando, não vou atender, como diria minha irmã, “Se for importante liga denovo” … O telefone para, mas depois volta a tocar, pode ser que seja importante, importante? Importante para quem? Pra mim não, com certeza, não mesmo… Talvez fosse, talvez minha irmã estivesse certa… Minha irmã… Onde ela está? Não a vejo por perto para brigar comigo ou tentar conversar… Cade ela? Ninguém me mandando ir fazer nada… Isso é estranho… Sinto falta dela…

Permaneço de olhos abertos, deitado, sem dormir, sem arriscar fechar os olhos e confrontar a verdade, confrontar minhas lembranças… É mais fácil eu acho… Fugir da verdade, fugir das lembranças… Ser forte o bastante pra resistir, e fraco o suficiente pra fugir… Ou ser forte o suficiente pra lutar, e fraco o suficiente pra ser derrotado? Não sei o que escolher… Portanto não vou escolher nada… Já estou farto de escolhas…

Tanto faz… 23, 24, 25… Os segundos continuam a passar… Até quando? Até quando vou ficar aqui sem reconhecer rostos, sem me importar com sons, sem pensar idéias… Onde foi que tudo deu errado? Como chegou á esse ponto?

Talvez eu devesse escrever algo para aliviar pensamentos… Talvez eu devesse sair correndo sem me importar pra onde… Talvez eu devesse parar com isso… Eu não sei o que eu devo fazer, nunca me disseram o que devo fazer… Nunca me disseram como devo proceder… O que é mesmo que eu quero fazer? Eu acho que tinha uma música assim… Era assim?

Ouço um som característico que eu sempre ouvi… 3 notas… Esse barulho me é familiar, o que era mesmo? Não importa… 38, 39, 40… Os segundos não param… Agora eu lembro, é uma mensagem, meu celular… Quem sabe o que é… Vou ler… Leio… Não era o que eu esperava… Mas o que eu esperava mesmo? Não sei, não importa, não espero nada… Leio e fecho o celular e volto á única coisa que parece fazer sentido, meu relógio e os segundos passando… 51, 52, 53, os segundos sempre voltam ao 0, e sempre continuam a passar, nunca param, nunca mudam, seguem perfeitamente uma seqüência, fazem sentido, minuto após minuto… Por que as pessoas não podem ser como um relógio? Por que eu mesmo não posso ser tão constante como os segundos?

Será que alguem falou comigo no computador? Talvez, não quero ver… Não mesmo… Abaixei o volume pra não ter que me confrontar com sons que me lembram momentos, não quero falar com ninguém… Meu nome ostenta um simples ‘/out’ … Por que as pessoas insistem em tentar falar comigo? Por que elas simplesmente não me deixam em paz? Estou a horas tentando me convencer que não preciso de ninguém, e ainda sim tentam interagir comigo? Perguntando se está tudo bem? Não posso culpa-las… Mas por favor, esqueçam de mim, pelo menos até que uma hora seja apenas uma hora, e não um mês… Seria tão fácil se eu me esquece de todo o resto… Mas espere, eu não quero me esquecer, mas não quero lembrar…

57, 58, 59… O tempo não para, mas eu parei no tempo…

“O que eu faço?” pergunto ao relógio… Nada… Nem um tic-tac… Apenas continua me olhando e mudando os segundos… Acho que ele não pode me ajudar…

Acho que ninguém pode…

Ninguém… A não ser eu mesmo…

01, 02, 03…

Objetivos de 2008 – Parte 1

Sobre os objetivos de 2008 até agora:

→ Objetivo nº 7 – Lavar a louça uma vez a cada, pelo menos, 2 dias - FAILED
É… No começo eu tentei, mas depois, as vezes por estar ocupado, não estar em casa, ou simplesmente por esquecer, acabei falhando miseravelmente nesse objetivo… Nada muito importante talvez… Mas… Bem, não deu…

Objetivo nº 8 – Levar o lixo uma vez a cada, pelo menos, 2 dias - FAILED
Sinceramente? Mesma coisa que o anterior…

Objetivo nº 11 – Ler, pelo menos, 3 livros - COMPLETED
Hum, um dos objetivos que eu não esperava completar tão cedo na verdade. Mas bem, foi concluido dia 19/03. Os 3 livros em questão foram: O Caçador de Pipas, O Restaurante no Fim Do Universo e O Mundo de Sofia. Mesmo sendobem diferentes, gostei de todos, agora é partir pros próximos… Portanto, objetivo nº 25 adicionado: Ler, pelo menos, 6 livros.

Objetivo nº 20 – Conhecer a Cris - COMPLETED
Não lembro bem por que eu não tinha incluido esse objetivo na lista, mas deveria ter mesmo, então resolvi adicionar perto da parte de encontrar outros dois amigos e marcar como completo, já que tive a oportunidade de conhece-la dia 21/03. Cris, uma amiga que tenho a muito tempo e sempre quis conhecer. Não sei bem por que não tinha incluido isso, se no fundo sempre foi algo que eu quis. Simples assim.

Objetivo nº 21 – Doar sangue - COMPLETED
Logo no começo do ano, sem mais delongas, fui doar sangue com um amigo, simples, eficiente e conclusivo, agora resta voltar lá daqui á 3 meses e doar novamente.

Objetivo nº 22 – Parar de fazer listas - FAILED
Ah, logo que eu fiz a lista de coisas de objetivos esse objetivo já foi riscado… Curioso, colocar ‘parar de fazer listas’ numa lista de coisas… Pena que eu só percebi isso depois…

Por enquanto é só… Estamos quase no fim do mês 3… Interessante…

175 mil horas

2º post, esse é importante.

Dia 1º de Março de 1988 nascia um jovem rapaz chamado Richardson _____ Scherer, ou simplesmente Richard, ou ainda Majin para outros. Ou seja, eu.

O fato de ter nascido nesta data faz com que, automaticamente, ontem tenha sido meu aniversário de 20 anos. 20 anos é uma idade bem interessante… Se você parar para pensar na verdade não significa realmente uma grande coisa como um aniversário de 18 anos, ou de 15, ou de 50, ou 100, que seja… 20 anos são 20 anos. 2 décadas. 240 meses. 1.043 semanas. 7.303 dias. 175.272 horas.

É bastante tempo, eu acho… Na verdade é todo o tempo que eu tive até hoje, então é bastante tempo sim.

A primeira fase desenvolvimento se passa dos 0 aos 10 anos, a segunda dos 10 aos 20 anos, logo, a terceira começa aos 20 e se estende até os 30. Eu considero essa fase a mais importante de todas, já que é bem provável que é nela que eu resolva minha vida. Ok, como assim? É bem simples. É muito provável que nesta fase aconteçam algumas coisas bem interessentes, é nela que vou me formar em pelo menos 1 faculdade, e por que não 2? Quem sabe um mestrado, doutorado? Devido á isso é bem provável que seja nesta fase que eu arrume o emprego que terei por mais alguns longos anos, então é bom ir me acostumando com isso. É bem possivel que eu me case nesta fase também já que eu pretendo realmente me casar até, no máximo, 29 anos, e como eu só pretendo fazer isso se for a coisa certa, creio que seja nesta fase que vou encontrar a mulher de minha vida. Quem sabe também eu ganhe alguns bônus, como filhos? Alem da satisfação e planejamento pessoal, outro ponto importante á considerar é que nesses próximos 10 anos, muitos de meus amigos e pessoas queridas tambem passem por estas coisas, e isso de algum modo é bom para mim… Coisas boas deixam as pessoas felizes, e se pessoas importantes para mim forem felizes, eu também serei.

Fora tudo isso, nesta fase ainda ocorrerão 10 campeonatos de futebol, 2 copas do mundo, 3 olimpíadas, inúmeros shows, dezenas de conflitos, varias crises e mais algumas coisas em que eu, de fato, não tenho influencia alguma…

Mas isso é só o futuro.

Meus 20 anos começaram agora, e começaram bem se me permitem dizer… Logo nos primeiros segundos eu recebi os parabéns das pessoas que estavam próximas a mim, não só fisicamente, mas espiritualmente (?), e á elas agradeço. Eu sei quem me deu parabens primeiro, e tudo que posso dizer, no melhor estilo JB, é “Começamos bem”.

As horas seguintes foram, de fato, inesquecíveis… Não houve festa, não houve música, não houve nenhum presente. Mas, eu seguramente posso dizer que o que eu ganhei foi algo que nenhuma outra pessoa poderia ter me dado, algo único, algo especial, algo que palavras não podem descrever… Mesmo que, pensando bem, eu tinha tudo, e não tinha nada…

… Tão perto… Ao mesmo tempo tão longe…

Quando o dia de fato começou, ou melhor, quando o sol de fato apareceu, tudo me levava a crer que era um dia normal. E de fato era até o momento em que meus pais chegaram, me deram parabéns, um ou outro presente, e mudaram um pouco o modo como as coisas são. Eu não sou do tipo que realmente me preocupa com presentes, quem me conhece sabe disso, sabe que eu dou mais valor á um tsuru velho do que á uma roupa nova, e por isso nesse dia eu dei mais valor á um jantar com minha família, um filme que ninguém assistiu, um almoço com amigos, e toda e qualquer coisa com as pessoas que eu realmente gosto… Afinal, no fim é só isso que importa mesmo!

Sabe? Eu acho que foi um dia bom, realmente bom, começou bem, terminou bem… Não importa se em determinado momento eu tenha sentido em minhas mãos toda a dor refletida de minha alma (como meu sonho, metaforicamente, foi como meu sonho…)… Foi um dia bom… O primeiro dia dos meus 20 anos.

E os próximos dias? Como vão ser? … Na verdade, não importa… Eu não posso escolher se vão ser bons ou ruins, então me preocupar com isso é tão eficaz quanto insistir num xeque de torre contra rei… Tão eficaz quando pedir truco com o adversário tendo um zap…

Eu apenas posso esperar que tudo seja bom, que as pessoas façam o que é certo, que eu faça o que é certo, e que no fim, tudo acabe num texto feliz em algum blog da internet… Como este…

Obrigado. Mesmo.

PS. Curiosidade: A primeira pessoa que me deu parabéns, foi também a ultima.

PS2. Minha contagem de parabéns, até agora, chegou a 80.

PS3. Atualizando, a contagem de parabéns bateu nos 100.

PS3. Só lembrando, qualidade >>> quantidade.

PS4. Depois de 6 meses… Um comentário me lembrou de algo, minha contagem de parabéns… Se não me engano, arredondando, ficou em 150.

Heaven For Everyone

Heaven For Everyone‘ é uma música do Queen, alguns já devem ter ouvido (caso não, deveriam), que traduzindo seria algo como ‘O paraíso para todos’. O 2º trecho da música diz “Nestes dias de reflexões legais, você vem a mim e tudo parece certo. Nestes dias de afetos frios, você se senta perto de mim – e tudo fica bem” …

É o meu caso.

Eu ainda acho curioso o modo como tudo acontece, quando eu penso que nada ficaria bem de fato, ou que as coisas se perderam, ou pior, que eu me perdi, os ventos mudam e trazem consigo novos valores, trazem a paz e felicidade que antes eu buscará.

Mas e o que faz os ventos mudarem?

Ou melhor, quem faz os ventos mudarem?

Eu conheço uma pessoa que diz que pode controlar o vento com o assovio, deve ter sido ela… Com certeza foi ela… E á ela agradeço, imensamente, por sempre que eu precisei ela estava lá, não me deixou fazer besteiras, sendo uma delas talvez a maior de todas que eu poderia fazer… E sabe? Eu ainda não entendi bem como ela faz essa coisa com o vento, mas sempre que aparece traz consigo esses bons ventos que me fazem sorrir.

‘This could be heaven for everyone’ diz outra parte da música… ‘For everyone’ … Para todos, e assim eu quero que seja. Pode parecer clichê, mas eu gostaria que todos compartilhassem desse sentimento que eu sinto, sentimento de ter sempre amigos que te ajudam (mesmo exagerando em elogios) e se preocupam com você, pessoas que riem com você, de você e para você, uma família sempre disposta a ser sua família, gostaria que todos tivessem esse sentimento que nada pode dar errado…

E de fato, não pode dar errado! Coisas boas, se são realmente boas, se são realmente grandes, duram para sempre, e se não for para sempre? Não importa, não importa quando ou se vai acabar, o que importa é que existe. Ninguém nunca disse que tudo seriam flores sempre, mesmo que tiverem prometido, as vezes promessas são quebradas sem intenção, e mais forte que o sentimento da promessa é o sentimento de nunca mais querer que isso se repita…

Não existe um bom jogo de xadrez sem um xeque.

E o que eu poderia fazer? Eu poderia escrever um texto bonito e acabar com o blog… … Nãoooo, isso é tão idiota, o que isso mudaria? Quem faria uma coisa dessas?

Falando em blog, eu não vou dizer que voltarei a fazer textos bons, só vou dizer que vou tentar.

Talvez eu tenha me encontrado novamente, sim, e ainda sou o mesmo, ainda acredito nas mesmas coisas, ainda tenho os mesmos sonhos.

Minha dádiva, é apenas minha dádiva, não mais minha maldição.

“Yeah, this could be heaven for everyone”

PS: E viva os textos dedicados em entre-linhas!

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