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A Regência do Caos

Hoje em dia muitas pessoas tendem a viver uma vida regida por regras e comportamentos pré-determinados, sempre tentando fazer o que é certo ou ao menos o que é justo. Estas pessoas acordam todos os dias pensando onde devem ir, o que devem fazer, como devem se comportar, mas não apenas isso, elas pensam também, mesmo que inconscientemente, onde não devem ir, o que não devem dizer e o que não devem fazer, para afinal, viver uma vida justa perante a sociedade sob um conceito desconhecido. Felicidade? Não, felicidade pode ser alcançada de muitas maneiras.

Do mesmo modo que uma pessoa comum sente-se realizada em trabalhar e ao fim do dia passar algum tempo com sua família para depois dormir em paz, existem aqueles que sentem-se realizados cometendo crimes, assaltando, matando, e no fim do dia conseguem dormir em paz do mesmo modo. É claro, há exceções, há aqueles que não conseguem lidar com isso, sentem-se mal, perturbados, incompletos. Entretanto, uma pessoa comum também pode sentir-se assim fazendo coisas comuns.

Felicidade então não é o que se busca nem o que se ganha vivendo sob a lei da justiça e da ordem.

Vive-se sob estes conceitos com medo. Medo da desordem e injustiça, medo do desconhecido e do errado. Vive-se sob o conceito que quanto mais certo você fizer as coisas, menos coisas terá que enfrentar, menos batalhas terá que lutar e tudo será mais facil, somente pelo medo de se machucar e de não saber o que fazer. Mas, não existe certo, não existe errado, existe apenas opinião e perspectiva, o que é certo para determinada pessoa não é certo para mim e assim por diante, logo, vive-se apenas sob seus próprios conceitos, tentando fugir do que lhe fizer mal, e é ai que está o grande erro.

‘A noite é mais escura antes do amanhecer’, dizem. Deve-se ter medo? Medo da noite, medo do errado, medo do incerto, medo do desconhecido? Ninguém pode ser totalmente feliz ou totalmente infeliz pois cedo ou tarde as coisas vão mudar, e esta pessoa vai cair. Não há noite longa que não encontre o dia, mas também, não há dia longo que não encontre a noite, tudo sempre há de mudar cedo ou tarde. Bem e mal, certo e errado, lágrimas e sorrisos, tudo sempre encontra um equilíbrio.

E está é a beleza do caos. Equilíbrio.

Enquanto todos vivemos sob conceitos de tentar fazer o que é certo tomando cuidado com nossas ações e deveres basta um pouco de caos para que as coisas comecem a dar errado. Entretanto, é ai que o equilíbrio entre certo e errado é finalmente alcançado, tudo encontra-se exatamente onde deveria estar e do jeito que deveria ser, e isto, é algo extraordinário, admirável, perfeito.

Não estou dizendo que todos deveriam ser servos do caos e viver em função dele, apenas que não se deve ter medo das coisas darem errado. Não se deve viver para o caos ou contra o caos, simplesmente deve-se viver COM o caos.

O grande problema do caos é que as pessoas o temem, quando na verdade ele é algo tão belo e singular que deveria ser admirado. Muitos ainda tem medo de como as coisas seriam se dessem errado, muitos tem medo de cair, de falhar, de ir alem, e quando vão, se veêm desesperados, com medo, irritados, ao invés de simplesmente aproveitarem a viagem e tentar tirar algum proveito disso. Algo completo só é realmente completo quando tiver tudo que precisa ter. O bem jamais existiria se o mal não existisse, assim como, o certo jamais existiria se o errado não existisse, ainda que nada seja completamente certo ou completamente errado. Ninguém pode saber contra o que lutar se não souber ao menos contra o que está lutando, para tal, para ser completo, deve-se conhecer os dois lados da moeda, deve-se encontrar o equilíbrio.

O caos nós dá esse equilíbrio. O caos É necessário.

É necessário para fortalecimento, para ver-se livre de todas as regras e conceitos que limitam o pensamento e coragem dos homens, é necessário para um pleno conhecimento do bem e mal, para saber contra o que se luta e pelo que se luta, é necessario para o equilibrio, é necessario pois é o unico meio de estar pronto para tudo e para todos, é necessario pois só se pode ver o amanhecer depois que a noite passar, para assim, da proxima vez que alguem passar pela noite saber que com certeza ela acabará. Não há mais medo, não há mais limite, não há dúvida.

Há apenas liberdade, regida pelo caos.

PS. Não há nenhuma relação com com a já conhecida ‘Teoria do Caos’.

PS2. Para mim, faz sentido.

Here We Go Again

Antes de mais nada, gostaria de dizer que lamento pelo tempo que o blog ficou ‘inativo’ ou simplesmente sem nenhum conteúdo aceitável, sejam as músicas, frases e é claro, os posts, todos os filosóficos, metafóricos, inúteis, sem sentido e de qualquer outra espécie.

Áqueles poucos que se importam, peço desculpas.

Fazem quase 2 meses desde o ultimo post, tal como as atualizações nas demais paginas. Para falar a verdade, nem sequer um post descente foi, era apenas uma pequena curiosidade sem nenhum fim coerente com os objetivos do blog, sendo estes sempre voltados para conceitos como divagar pensamentos, instigar idéias, instituir opiniões, e demais adequações relevantes.

Muito aconteceu desde a ultima vez que escrevi e aqueles que são mais próximos podem ter idéia do tanto que ocorreu e quanta coisa mudou desde minhas ultimas palavras. Eu realmente não sei se existem pessoas que se importam se eu escrevo ou não, ou se se importam com o que eu escrevo ou deixo de escrever, e mesmo recebendo constantes criticas dizendo o quão depressivo ou neutro os últimos posts, e o blog de modo geral foram, devo dizer que pretendo voltar a escrever quem sabe até com certa frequência, como um dia fora. Não lhes tiro a razão de dizer que os textos, e o blog em si, não eram lá muito animadores, assim como não posso lhes garantir que todos os textos daqui para frente serão melhores que os anteriores, mas, ao menos haverá textos. Assim espero.

Sendo assim, bem vindos, novamente.

PS. Agradecimento especial a Re!

Você sabia? [1]

Você sabia que o Haley Joel Osment, o menino do ’Inteligência Artificial’…

…E ‘O Sexto Sentido’ …

… Era também, o filho do Forrest Gump?

Quem diria heim, Forrest Gump Jr!

PS. No minimo, intrigante?

PS2. Nada de post bonito hoje, chega de filosofar um pouco okay?

Goodbye Yellow Brick Road

Muitas pessoas conhecem a historia do ‘Mágico de Oz’, mas de fato, não sabem do que se trata… Apenas dando uma rápida explicação, a historia começa com Dorothy indo por acidente pra terra de Oz, onde, para voltar para casa deve encontrar o Mágico de Oz na Cidade das Esmeraldas.

Dorothy começa sua jornada, e no caminho encontra alguns amigos, um espantalho (que deseja um cérebro), um homem de lata (que deseja um coração) e um leão (que deseja coragem). Juntos, os quatro seguem em busca do Mágico, esperando que este realize seus desejos, sejam quais forem.

Para chegar á seu destino e realizar seus sonhos, eles devem seguir a Estrada dos Tijolos Amarelos.

Todo mundo tem sonhos, todo mundo almeja alguma coisa, tem esperança, tem um destino onde quer chegar, alguém que quer encontrar, um lugar para estar… Entretanto, essas coisas não acontecem de uma hora para outra, existe um caminho á se percorrer, existem coisas a se fazer, obstáculos, e claro, pessoas que você encontra ao longo deste caminho… Algumas vezes o caminho é difícil, algumas vezes você deve ter cuidado para não cair dele…

É desse caminho que estamos falando, essa é a verdadeira Estrada dos Tijolos Amarelos.

Cada um tem sua estrada, cada um sabe o caminho que deve seguir… Cada um sabe para onde caminha, e mesmo que olhando para os próprios pés, continua caminhando… A única questão é saber o que tem no fim desse caminho, o que você vai encontrar lá, o que você realmente deseja, o que você quer que o Mágico de Oz te dê.

Quem disse que o caminho é fácil? Ninguém, e de fato não é, nenhum caminho é, este muito menos… Mas eu, pelo menos, nunca desisti de seguir adiante, nunca caminhei olhando para os meus pés, nunca ignorei o que eu via, pelo contrário, admirava, e ainda admiro cada paisagem, cada passo, cada momento em que caminho em direção ao que quero.

Todos deveriam fazer isso, caminhar de olhos abertos e cabeça erguida… Afinal, esse foi o caminho escolhido.

Quanto a mim? Bom, eu tenho o meu próprio caminho, claro, como todos os demais… Jamais deixei de prosseguir, esperando encontrar o Mágico e pedir á ele algo que eu nunca tive por completo… Enquanto caminhei, vi coisas maravilhosas, vi o passado, presente e futuro, vi dentro de mim mesmo, vi dentro de outras pessoas, vi tudo aquilo que eu esperava ver, e o que eu nunca queria ter visto, vi o céu e o inferno, o bem e o mal, a alegria e a tristeza. Mas nunca, NUNCA, deixei de seguir adiante.

Coragem, orgulho, honra, alegria, vontade, desejo, amor… São inúmeros os sentimentos e sensações que jamais me deixaram desistir, e não apenas isso, meus próprios amigos e mesmo pessoas que eu nem conheço não me deixaram desistir… Quando eu parecia perdido, alguem estava lá para me dar a mão, e me lembrar do que eu havia esquecido, quem eu era, o que eu era, o que eu queria, por que eu queria.

E eu jamais desisti.

Mas hoje, estou parado no meio do caminho…

Não que eu esteja cansado, de saco cheio, ou sem esperança, isso jamais, como uma vez eu li, se me perguntarem, eu responderei ”Não admito! Minha esperança é imortal!”, e de fato é, mesmo quando eu pensei que já não tinha nada, lá estava, minha esperança, minha fé, meus sonhos e desejos.

Entretanto, cada vez mais o caminho tem ficado complicado… Tijolo a tijolo o caminho tem se corroído aos meus pés, cada passo tornou-se um perigo pois nunca se sabe se cairei ou não, eu simplesmente não sei mais onde pisar e por onde seguir. Até então, eu venho me equilibrando no estreito caminho que existe, pois como eu disse, meu desejo não é de desistir, jamais, e nem vou.

Devido a isso, eu me encontro parado, simplesmente parado, olhando os poucos tijolos que sobraram, mas até onde minha vista enxerga, já não vejo mais nenhum caminho… Talvez exista, talvez não, mas eu jamais saberei, pois eu não desisti, simplesmente não há mais como seguir em frente. Ainda sim, se o caminho existir, talvez um dia eu possa voltar á ele, e encontrar um meio de seguir adiante…

Eu não sei, talvez alguém esteja destruindo meu caminho, ou não querem que eu siga em frente, ou não me deixem seguir, mas é isso, já não importa… A culpa não é minha, não é de ninguém, simplesmente é isso, e os tijolos continuam caindo… E eu queria, sim, continuar este caminho, encontrar o Mágico e quem sabe, tudo ficaria bem um dia… Mas, não posso ficar parado, ou jamais chegarei a lugar algum…

No fim, este não é um texto sobre desistência, mas sim, aceitação. Eu simplesmente aceito tudo que me acontece, assim como, aceitarei o que mais acontecer… Há melhor forma de respeitar alguém do que senão respeitando suas decisões e sentimentos, e aceitando isso?

Então, infelizmente, chegou a hora de me despedir desse caminho, mas não apenas disso… Chegou a hora de me despedir de meus sonhos…

E como me disseram, é hora de seguir meu caminho… Seja lá qual for…

So… Goodbye, yellow brick road… Adeus, estrada dos tijolos amarelos…

PS1. ‘Goodbye Yellow Brick Road’ é uma musica do Elton John, tendo inclusive versões de outras bandas, incluindo Keane.

PS2. É uma pena… Mesmo…

Reborn

Durante alguns anos eu joguei um mmorpg chamado The 4th Coming (ou T4C para os íntimos), nele você criava um personagem, ficava forte, fazia quests e tudo mais. A ‘última’ quest do jogo, por assim dizer, servia para você virar um Seraph. Quando se chegava a um determinado nível, fazia-se essa quest, juntava-se alguns itens, passava-se por alguns desafios e pronto, você renascia, você voltava ao primeiro nível, mais forte, mais experiente, com habilidades extras, e com asas, essas que definiam quem você era.

Você podia renascer como um anjo, ou demônio.

‘Purity of Spirit and Soul. Reborn. Ready to Reborn’ eram essas as últimas palavras antes do renascimento… Quem fazia isso no jogo, dizia que você tinha que conhecer a morte antes de conhecer a vida. Era o ultimo teste.

Durante os últimos dias eu tenho enfrentado uma série de coisas, uma série de testes, tenho enfrentado todo tipo de sentimento… Ódio, esperança, fé, raiva, desgosto, alegria, tristeza, amor… Tenho passado por bastante coisa, já perdi a esperança dezenas de vezes, já ri da situação, já me curvei perante a indiferença da vida, já lamentei pelas coisas boas que eu via, já me orgulhei de mim mesmo, já pensei em vida, já pensei em morte.

Hoje, eu mesmo já não sei mais quem sou… As pessoas ao meu redor não me conhecem, perguntam onde está aquilo que eu costumava ser, por que eu estava diferente, por que eu não estava feliz, queriam simplesmente saber o que aconteceu… Confesso que eu mesmo não sei responder… Uma soma de fatores, de tudo que me aconteceu fez com que eu me perdesse do meu verdadeiro eu.

Não quero que sintam pena de mim, que fiquem preocupados, ou tentem me ajudar… A verdade é que ninguem pode me ajudar.

A verdade é que ninguém faz idéia de como eu me sinto. Ninguém sequer imagina tudo que eu passei, tudo que eu senti, e pior, o que eu ainda sinto, o que eu ainda passo, o que eu ainda penso.

De uma coisa eu tenho certeza, muito do que eu tinha esta morrendo, se já não morreu.

Vazio, é assim que me sinto hoje. Gostaria de estar cheio de alguma coisa, mas não me resta nada, não me resta esperança, fé, orgulho… Tudo que eu tinha de bom está em algum lugar, e se manifesta apenas lá… Eu, já não tenho nada disso… Mas, nesse lugar você pode encontrar tudo isso, EU posso encontrar tudo isso…

Onde? Em meio as estrelas, é claro…

E se isso tudo for um teste? E eu mereço o que eu consegui?

Então não há nada o que eu posso fazer, apenas esperar e ver como eu vou renascer…

Como anjo… Ou como demônio?

Não me temas, não caias

Poço

Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

Pablo Neruda

O último ato

Atores prontos, platéia atenta, cenário em seu lugar.

Abrem-se as cortinas.

Alguns diálogos, uma mudança de ares, dois personagens conversam, a platéia estranha um deles, parece diferente, teria sido substituído? Seria ele o mesmo personagem de antes? Não importa, o ato continua…

Um dos personagens apenas fala, o outro apenas escuta.

Risos, lagrimas, suspiros.

Abraços, beijos, promessas.

Agora os dois falam, discutem? Não… Conversam, esclarecem as coisas… Um deles finge estar tudo bem, mais qual deles? Ou os dois?

A plateia não entende… O que esta acontecendo? Como chegou a isso? Por que chegou a isso?

Talvez não tenham reparado direito, talvez não tenham mesmo entendido, mas basta olhar atentamente…

Nova mudança de ares… Um dos personagens se retira, o outro fica sozinho no palco, apenas ele e a luz de alguns postes do cenário… Ele olha, procura alguma coisa, algum lugar, ou simplesmente alguem…

O que teria ele perdido? O que faz a plateia pensar que ele não é mais o mesmo?

Aqueles que olham mais atentamente podem perceber o que lhe falta.

Fé? Esperança? Animo? Força? … Amor?

O personagem se volta… Mas não se despede, talvez tenha esperança que o chamem de volta? Mas como pode ter esperança? Se tudo que tinha lhe foi tirado?

Talvez ele não tenha perdido nada, talvez ele saiba onde está, só prefere deixar guardado, pois não precisa mais disso… De que adianta, afinal?

O personagem se retira.

“O Rei está morto!”, alguém grita.

Fecham-se as cortinas.

Mas não se ouvem aplausos.

Lá e Cá

Lá e Cá

Lá e Cá, Aqui e Ali
Cá estive, Lá estarei
Estou aqui, ou ali, ou cá
Querendo estar ali e simplesmente lá

Se lá já estive
Também estive já cá
Pois cá não mais estarei
Quando puder estar lá

E lá onde é? E cá onde já foi?
Aqui e lá, ali e cá
Quero estar ali mas sem sair de cá
Ou não ficar aqui mas poder estar lá

Lá é aqui? Ou aqui é lá?
Lá é ali, e cá é aqui
Mas lá é aqui quando cá é ali
E aqui é ali, quando lá não é cá

Lá e cá, aqui e ali
Quero estar aqui e quero estar ali
Quero vir pra cá e quero ir pra lá
Mas onde é lá e ali, cá e aqui?

No fim, ali e lá, aqui e cá
É só aqui, cá, ali e lá
E eu? Só quero estar ali e lá
Aqui e cá… Junto com você…
… Mas onde você está?

Desculpas

Certa vez eu escrevi um texto agradecendo á varias pessoas por diversas coisas que elas faziam para mim e por mim. Também puderá, eu me sentia bem, feliz, estava tão bem com tudo que estava acontecendo que queria agradecer por tudo de algum modo…

Hoje, quero pedir desculpas…

Me desculpem por escrever um post tão depressivo assim…

Me desculpem por não ser a pessoa que eu deveria ser, prometo que estou tentando melhorar, só peço que tenham paciência…

Me desculpem por cometer erros bobos, todo mundo erra, eu só espero não fazer isso de novo…

Me desculpem por eu me atrasar as vezes, não faço isso por que quero…

Me desculpem por prometer ir a lugares e não ir, e pior, inventar uma desculpa para isso…

Me desculpem por não lavar a louça ou levar o lixo, eu sei que deveria, mas por algum motivo, não faço isso…

Me desculpem por dormir demais algumas vezes, eu só preciso descansar…

Me desculpem por brigar por motivos tolos.

Me desculpem por gritar por coisas bobas.

Me desculpem por discutir sem fundamentos.

Me desculpem por não admitir que estou errado.

Me desculpem por fazer tudo isso sem motivo…

Me desculpem…

Me desculpem por faltar demais na aula, mas eu sempre penso que não haverá problemas…

Me desculpem por não escrever mais tantos textos como antes, ou por escrever textos horríveis sem significado…

Me desculpem por magoar as pessoas que eu gosto… Apesar que não há desculpa para isso… Jamais deveria fazer isso, ainda sim faço, mesmo não querendo… Sinto muito… Só peço que me desculpem, e mais, me perdoem…

Me desculpem por ser bonzinho demais as vezes, tudo que eu quero é que tudo fique bem…

Me desculpem por não saber o que fazer se alguem esta doente, passando mal, ou apenas não está legal..

Me desculpem por não dar bons conselhos.

Me desculpem por não poder curar todas as feridas.

Me desculpem por não poder confortar todas as dores.

Me desculpem por não entender todos os amores…

Me desculpem por não dizer que amo aqueles que amo com tanta freqüência quanto deveria, ou pior, por jamais ter dito. Mesmo querendo eu sinto que não posso, simplesmente isso, ou não sei por que, mas não digo, eu sei que deveria, sei que poderia e sei que vou… Essas são as pessoas mais importantes da minha vida, e se eu não digo para elas que ás amo, como posso esperar dizer isso para outra pessoa, ou mesmo admitir isso?

Me desculpem…

Me desculpem por ter uma letra feia, e ainda que eu escreva os textos mais bonitos, ainda sim, estes, serem os mais feios…

Me desculpem por não estar sempre bem arrumado…

Me desculpem por as vezes ser antipático, chato, ou apenas irritante…

Me desculpem por ficar triste as vezes…

Me desculpem por perder a fé nas coisas, é difícil acreditar que tudo ficara bem simplesmente por que vai ficar…

Me desculpem por não ser tão forte quanto eu gostaria, ou que as pessoas esperam que eu seja, eu juro que tento, mas nem sempre eu consigo carregar tanto peso sozinho…

Me desculpe por não ir ficar com você quando você mais precisou, e por ter te deixado só quando você queria que eu estivesse lá…

Me desculpem por dizer por inúmeras vezes que tudo estava bem, se de fato, não há nada bem…

Me desculpem por ser teimoso, apenas não quero atrapalhar ninguém, não quero que se preocupem comigo…

Me desculpem por fazerem com que se preocupem comigo…

Me desculpem por chorar e assim fazer com que se preocupem ou fiquem tristes…

Me desculpem por me desculpar tanto…

Me desculpem por as vezes querer ficar sozinho…

Me desculpe por te deixar mal caso eu diga ou escreva algo…

Me desculpe por te fazer chorar…

Me desculpe por ser uma pessoa tão boa, ou irritantemente perfeito, e ainda sim não ser o suficiente para ser tudo que você quer…

Me desculpem por ser apenas… Eu…

Apenas me desculpem…

Como se fosse a última vez?

Um filme que eu nunca havia visto é aquele “Como Se Fosse A Primeira Vez (50 First Dates)”, nele, como muitos devem saber, o personagem se apaixona por uma mulher que tem problemas de memória, e todos os dias ele tenta reconquistá-la.

Ok, a história por si só já é boa, mas alguns fatos extras me chamaram a atenção.

O pai e irmão dela faziam todos os dias as mesmas coisas, comemoravam todo dia o mesmo aniversário, viam as mesmas coisas falavam sobre os mesmos assuntos… Entretanto, certo dia ela descobre toda a verdade, que não é o dia que ela pensa que é, e que nada é verdade, que todos os seus dias tem sido mentiras.

Convenhamos… Descobrir que todos os seus dias têm sido apenas mentiras deve ser tão decepcionante, saber que você não tem direito a fazer o que quer de fato, ou que esta preso á um ciclo vicioso dos mesmos fatos e acontecimentos. Triste. Triste e decepcionante. Espero não acordar um dia e descobrir isso de mim, é normal se decepcionar com algumas coisas que acontecem, mas não é normal se decepcionar com suas próprias atitudes e as pessoas perto de você.

Voltando ao filme, certa hora a mulher (Lucy), percebe que estava “atrasando” a vida de Henry (o personagem que gostava dela) e que não havia como eles ficarem juntos, e decide dar um fora nele. Ele, mesmo triste e decepcionado, aceita a decisão dela, e parte. Mas, entretanto, porem, todavia, como os filmes têm finais felizes ele volta depois de perceber uma coisa, os dois ficam juntos, se casam, tem uma filha e são felizes, mesmo sob a condição dela. E os dias passam a não ser mais mentiras.

Deve-se ressaltar que alguns dias ele não conseguia a atenção dela, ela o mandava embora e tudo mais, mas mesmo assim ele não deixava de ir no outro dia.

Por que todas as coisas não podem ser como um filme? Cheio de reviravoltas enfim, mas com um final feliz? É mesmo justo acreditar que tudo que se faz é certo, mesmo que seja mais um dia de mentira? É justo ignorar a própria sorte, e pior, ignorar a própria felicidade?

É justo se conformar com isso?

O que aconteceria se todos se conformassem com suas situações? Ninguém tentaria melhorar, ninguém seguiria em frente, ninguém jamais pensaria diferente… Eu jamais estudaria mais pra uma prova se me contentasse com minhas notas baixas, um time não procuraria treinar depois de perder um jogo, um cientista jamais teria descoberto a cura de alguma doença, o Henry nunca teria tentado dia após dia reconquistar a Lucy e nunca teria ficado com a pessoa que o fez feliz de fato.

Mesmo eu, não estaria escrevendo esse texto.

Se conformar com algo, é aceitar algo, se esse algo não está certo, se não te faz feliz, se conformar significa aceitar ser derrotado. Ser derrotado? Não obrigado, apesar de dizer que sim, eu não aceito uma derrota, não aceito me conformar com algo e deixar pra lá como se nada tivesse acontecido, enquanto existe um pingo de força e vontade de mim eu lutarei, e enquanto minha esperança por imortal, assim como o Henry eu voltarei, e voltarei, e voltarei… Afinal, eu sempre volto!

Quantas vezes no mesmo filme ele se despediu dela para enfim voltar no outro dia e começar tudo de novo? E pior, ela mesmo, quantas vezes se despediu dele no fim do tudo, sabendo que amanhã não lembraria de nada, sabendo que tudo acabaria no nascer do sol e que nem lembranças restariam? Quantas vezes ela, eu, e todas as pessoas se despedem, como se fosse a última vez?

Talvez não seja a coisa mais justa á se fazer, escrever tudo isso, talvez não seja justo continuar com esperanças e permitir que a violência da sorte decida tudo.

Mas é justo ver alguém infeliz e olhar pro outro lado?

É justo ignorar o que te faz feliz?

Não, não é.

PS: “Você não iria querer passar 1 hora do dia com ela?” – Henry

PS2: “O que você vai ganhar com isso?” – Pai, “Eu não sei…” – Henry

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