Arquivo para Março, 2008

Sobre segundos e incertezas

41, 42, 43… Os segundos passam e nada parece mudar… 50, 51, 52…

Olhando para o meu relógio começo a perceber que ele é a única coisa realmente viva nesse quarto, a única coisa em movimento… 02, 03, 04… Os segundos passam e se transformam em minutos, e os minutos se transformam em horas…

Derrepente os segundos viraram horas…

E as horas viraram segundos…

Quando foi que eu perdi a noção do tempo? Quando foi que eu perdi a noção de tudo?

Derrepente o telefone toca, e continua tocando, não vou atender, como diria minha irmã, “Se for importante liga denovo” … O telefone para, mas depois volta a tocar, pode ser que seja importante, importante? Importante para quem? Pra mim não, com certeza, não mesmo… Talvez fosse, talvez minha irmã estivesse certa… Minha irmã… Onde ela está? Não a vejo por perto para brigar comigo ou tentar conversar… Cade ela? Ninguém me mandando ir fazer nada… Isso é estranho… Sinto falta dela…

Permaneço de olhos abertos, deitado, sem dormir, sem arriscar fechar os olhos e confrontar a verdade, confrontar minhas lembranças… É mais fácil eu acho… Fugir da verdade, fugir das lembranças… Ser forte o bastante pra resistir, e fraco o suficiente pra fugir… Ou ser forte o suficiente pra lutar, e fraco o suficiente pra ser derrotado? Não sei o que escolher… Portanto não vou escolher nada… Já estou farto de escolhas…

Tanto faz… 23, 24, 25… Os segundos continuam a passar… Até quando? Até quando vou ficar aqui sem reconhecer rostos, sem me importar com sons, sem pensar idéias… Onde foi que tudo deu errado? Como chegou á esse ponto?

Talvez eu devesse escrever algo para aliviar pensamentos… Talvez eu devesse sair correndo sem me importar pra onde… Talvez eu devesse parar com isso… Eu não sei o que eu devo fazer, nunca me disseram o que devo fazer… Nunca me disseram como devo proceder… O que é mesmo que eu quero fazer? Eu acho que tinha uma música assim… Era assim?

Ouço um som característico que eu sempre ouvi… 3 notas… Esse barulho me é familiar, o que era mesmo? Não importa… 38, 39, 40… Os segundos não param… Agora eu lembro, é uma mensagem, meu celular… Quem sabe o que é… Vou ler… Leio… Não era o que eu esperava… Mas o que eu esperava mesmo? Não sei, não importa, não espero nada… Leio e fecho o celular e volto á única coisa que parece fazer sentido, meu relógio e os segundos passando… 51, 52, 53, os segundos sempre voltam ao 0, e sempre continuam a passar, nunca param, nunca mudam, seguem perfeitamente uma seqüência, fazem sentido, minuto após minuto… Por que as pessoas não podem ser como um relógio? Por que eu mesmo não posso ser tão constante como os segundos?

Será que alguem falou comigo no computador? Talvez, não quero ver… Não mesmo… Abaixei o volume pra não ter que me confrontar com sons que me lembram momentos, não quero falar com ninguém… Meu nome ostenta um simples ‘/out’ … Por que as pessoas insistem em tentar falar comigo? Por que elas simplesmente não me deixam em paz? Estou a horas tentando me convencer que não preciso de ninguém, e ainda sim tentam interagir comigo? Perguntando se está tudo bem? Não posso culpa-las… Mas por favor, esqueçam de mim, pelo menos até que uma hora seja apenas uma hora, e não um mês… Seria tão fácil se eu me esquece de todo o resto… Mas espere, eu não quero me esquecer, mas não quero lembrar…

57, 58, 59… O tempo não para, mas eu parei no tempo…

“O que eu faço?” pergunto ao relógio… Nada… Nem um tic-tac… Apenas continua me olhando e mudando os segundos… Acho que ele não pode me ajudar…

Acho que ninguém pode…

Ninguém… A não ser eu mesmo…

01, 02, 03…

Sobre músicas e combinações

Certas coisas nunca mudam, certas pessoas tambem, mas certas coisas sempre vão mudar, em especial eu poderia citar as músicas… O momento, o minuto, a hora, o dia, o mês o ano, pelo menos pra mim eu sempre posso citar no minimo 5 músicas que são as que eu mais ouço no momento…

Se alguem até hoje não notou existe uma barra ali em cima chamada ‘Soundtrack Of My Life’ onde eu cito tais músicas. Não sei, mas de certo modo eu acho que algo pode estar relacionado, se a situação muda, as músicas tambem mudam? Talvez! Nunca parei para analisar com frieza, foi só algo que me ocorreu…

No momento, meio que derrepente, surgiram músicas novas no meu mp3… Posso citar facilmente quais e por quais motivos… O interessante é que se eu juntar algumas delas, talvez, e apenas talvez, eu possa refletir minha alma num espelho e tentar entender o que eu vejo…

‘Na rua, na chuva, na fazenda’ e ‘Eu só penso em você’, ambas do Kid Abelha… Sem maiores comentários…

‘Não estou disposto… A esquecer seu rosto de vez… Depois que nos encontramos, eu esqueço todo tempo, que ficamos sem nos ver… Jogue suas mãos para o céu, Agradeça se acaso tiver, Alguém que você gostaria que, Estivesse sempre com você… Eu só penso em você…Só penso em você…’

‘Set The Fire To The Third Bar’ e ‘Chasing Cars’, do Snow Patrol… Sobre a ‘Set The Fire’, nem preciso citar por que, todo mundo que ouve essa música com atenção simplesmente se prende à ela! Vai entender… E ‘Chasing’ é simplesmente ótema!

‘I’m miles from where you are, I lay down on the cold ground… If I just lay here, Would you lay with me and just forget the world?… ‘

‘Portions For Foxes’ da Rilo Kiley

‘I’m just bad news, bad news, bad news

‘Sempre Igual’, Moptop

‘Mas é tudo igual, É tão igual’

Vai entender, nem eu entendo mais… Não sei o que está mudando, não sei nem por que penso isso, nem sei se devia pensar isso, simplesmente não sei… Ficaria grato se alguem me explicase como fas/

PS: Sem PS vai… Cansado demais pra pensar algo…

Objetivos de 2008 – Parte 1

Sobre os objetivos de 2008 até agora:

→ Objetivo nº 7 – Lavar a louça uma vez a cada, pelo menos, 2 dias - FAILED
É… No começo eu tentei, mas depois, as vezes por estar ocupado, não estar em casa, ou simplesmente por esquecer, acabei falhando miseravelmente nesse objetivo… Nada muito importante talvez… Mas… Bem, não deu…

Objetivo nº 8 – Levar o lixo uma vez a cada, pelo menos, 2 dias - FAILED
Sinceramente? Mesma coisa que o anterior…

Objetivo nº 11 – Ler, pelo menos, 3 livros - COMPLETED
Hum, um dos objetivos que eu não esperava completar tão cedo na verdade. Mas bem, foi concluido dia 19/03. Os 3 livros em questão foram: O Caçador de Pipas, O Restaurante no Fim Do Universo e O Mundo de Sofia. Mesmo sendobem diferentes, gostei de todos, agora é partir pros próximos… Portanto, objetivo nº 25 adicionado: Ler, pelo menos, 6 livros.

Objetivo nº 20 – Conhecer a Cris - COMPLETED
Não lembro bem por que eu não tinha incluido esse objetivo na lista, mas deveria ter mesmo, então resolvi adicionar perto da parte de encontrar outros dois amigos e marcar como completo, já que tive a oportunidade de conhece-la dia 21/03. Cris, uma amiga que tenho a muito tempo e sempre quis conhecer. Não sei bem por que não tinha incluido isso, se no fundo sempre foi algo que eu quis. Simples assim.

Objetivo nº 21 – Doar sangue - COMPLETED
Logo no começo do ano, sem mais delongas, fui doar sangue com um amigo, simples, eficiente e conclusivo, agora resta voltar lá daqui á 3 meses e doar novamente.

Objetivo nº 22 – Parar de fazer listas - FAILED
Ah, logo que eu fiz a lista de coisas de objetivos esse objetivo já foi riscado… Curioso, colocar ‘parar de fazer listas’ numa lista de coisas… Pena que eu só percebi isso depois…

Por enquanto é só… Estamos quase no fim do mês 3… Interessante…

Arrisque e olhe para cima

Sinceramente, Beatles é bem chato… Pode até ser um marco na história da música, seja la o que for, mas eu acho chato, e nada vai mudar isso. Existem apenas umas 4 ou 5 músicas deles que eu realmente gosto, apesar de ter toda a discografia…

Uma delas é uma música escrita e apresentada em 25 de Junho de 1967 em um programa de TV transmitido para 26 países e assistido por 350 milhões de pessoas. Nessa música, John Lennon disse que queria transmitir ao mundo uma mensagem bem simples, para todos os tipos de pessoas, algo simples, algo que tocasse a todos, algo que não pudesse ser interpretado de outra maneira.

A música é ‘All You Need is Love‘.

‘Não há nada que você possa fazer que não possa ser feito, nada que você possa cantar que não possa ser cantado’ diz o começo da música, e de fato é verdade. Por que as pessoas tendem e continuam a pensar que não podem fazer tudo o que quiserem? Por que elas acham que estão presas á outras pessoas e deveres? Por que elas tentam fugir do seu passado?

Qual o problema em arriscar? Medo de perder? Medo de errar? Medo de acabar? Isso nem sequer faz sentido, se fosse assim ninguém assistiria um filme, pois sabe que inevitavelmente ele vai chegar ao fim, assim como todos os livros, todas as músicas e todas as histórias. Mesmo a ‘História Sem Fim’, aquele filme do cachorro voador e seilá o que, tem um fim.

Tudo tem um fim, a única questão é se vai ser bom ou ruim… Mas o que define isso então não é o fim em sí, o fim não importa, o que importa é a historia, é o desfecho do filme, as paginas que você lê, os acontecimentos que te marcam, depois de tudo, mesmo que você não tenha nada, é isso que vai sobrar, essas estranhas lembranças que você vai ter quando estiver almoçando sozinho em alguma terça-feira num lugar distante, lembranças acompanhadas de uma estranha sensação de felicidade e nostalgia… E mesmo que você lembre-se que eventualmente aquilo chegou ao fim, você vai saber que em algum lugar, uma outra pessoa lembra disso, e vai ficar feliz mesmo assim, por vai pensar ‘Valeu a pena…’. Ou isso, ou vai se amargurar com o arrependimento e auto-piedade daqui á alguns anos.

Então arrisque!

Saia na chuva sem guarda-chuva! Falte na aula! Saia correndo as 3 da manhã com um chocolate na mão apenas para ver alguem! Aceite todos os trucos! Pinte um quadro! Diga o que quiser dizer! Cante o quiser cantar! Escreva mensagens em lugares escondidos e assine de modo horrível! Diga frases clichês! Assista os piores filmes! Ouça as melhores músicas! Coma o quanto puder comer! Durma o quanto puder dormir! Dê socos na parede (mesmo que seja algo idiota)! Ria em momentos que não se deve rir! Peça um pão-de-batata sem batata! Faça o que quiser fazer, apenas não se arrependa!

Arrisque! Diga ‘Eu te amo’ sem esperar uma resposta!

E se a pessoa for mais alta que você, você terá que olhar para cima para olhar em seus olhos…

Apenas viva sua vida!

E mesmo que nada disso de certo… Mesmo que você se frustre um pouco, ainda sim não se arrependa… Pode ter certeza que isso acarretara umas boas risadas daqui a um tempo quando estiver tomando café com seus amigos. Serão boas historias e boas lembranças, cheias de sorrisos, não de lagrimas…

A música que você nunca cantou. A frase que você nunca disse. O gol que você nunca fez. O abraço que você nunca recebeu. O beijo que você nunca deu. É isso que você quer levar pro resto da sua vida? Arrependimentos e uma vontade de poder voltar no tempo? Não obrigado… Podem me chamar de hipócrita se quiserem, podem dizer que eu mesmo não faço tudo isso, mas ultimamente eu percebi que tenho que fazer simplesmente o que me faz feliz… E se sair andando de toalha num lugar desconhecido me fizer feliz, é o que eu vou fazer. Ao menos vou tentar. O importante é jamais se arrepender.

Esqueça os acontecimentos ruins, isso são apenas detalhes, esqueça as vezes que você tentou roubar e não deu certo, as lagrimas que você derramou, os ossos que você quebrou, esqueça as pessoas que brigam com você (mesmo que por algumas horas), esqueça os insultos, esqueça tudo. É difícil? Claro que é, mas no fim importa alguma coisa? Não. Não é isso que vale a pena, não é isso que você vai levar pro resto da vida…

Não há nada que você possa dizer que não possa ser dito. Quer um exemplo? Peço, por favor, que cada um que ler esse texto, me xingue, me critique, me insulte, me mande pra aquele lugar! E estou falando sério! Façam isso! As vezes é bom liberta-se da dúvida e do julgamento alheio. Liberte-se disso. Arrisque. Lembre-se apenas das coisas boas.

Eu disse que não gosto de Beatles… E daí? É a verdade, ninguém vai mudar isso, mesmo que passem a me odiar, não vai fazer diferença…

Um tiro na testa não é uma opção! Por que seria? Pra que? Fazer isso e acabar com a graça? Desistir e deixar tudo pra lá? Ok, você se livra dos problemas, mas também se livra das coisas boas… Vale a pena? Não.

Ficar triste também não é uma opção… Pode ficar se quiser… Pode reclamar e tudo mais, mas não tem por que… Agarre-se as coisas boas. Fique com as pessoas que te fazem bem. Faça o que te faz feliz… “‘Não há nada que você possa fazer que não possa ser feito”, lembre-se disso, e prometa que vai sempre sorrir, ou ao menos prometa que vai sempre tentar.

E se tudo der errado? Não vai! Tudo vai dar certo, simplesmente por que alguem escreveu que ninguém pode dizer o que é certo e o que é errado… E quem sou eu pra tentar isso? Ah, eu sou só aquele cara que fala frases clichês, escreve textos sem sentido, ouve músicas ruins, pensa centenas de coisas á fazer pra deixar alguem feliz, sou aquele cara que gosta de te ver feliz, aquele que (mesmo que você diga que não é o suficiente) insiste em beijar sua mão, aquele que nunca desiste de ver um filme, aquele cara que mantem a esperança, pois acredita que tudo vai dar certo… Para mim, e para os outros…

Sabe? Eu sempre fui péssimo pra dar conselhos… Mas aqui vão dois: Entenda a mensagem do John Lennon…

… E lembre-se: Mesmo que você esteja no fundo do poço, ao olhar para cima, ainda verá as estrelas…

PS: =)

PS2: (=

Eis, o clichê!

Definição: Um clichê (do francês cliché), chavão ou lugar-comum é uma expressão idiomática que de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação má em vez de dar o efeito esperado.

Eu, entretanto, discordo.

Uma coisa ser clichê ou não, depende, depende de quem usa, como usa, quando usa e por que usa, por exemplo, eu, um jovem que faz um curso de informática posso fazer uma ‘piada’ ou utilizar algum termo que de fato seria clichê apenas para aqueles que entendessem. Se ninguém entendesse, não seria clichê. Bem simples.

Mas isso é um fato isolado, de modo geral tudo é clichê. Músicas, filmes, textos, lugares, pessoas, comportamentos. As coisas adquirem um padrão que faz com que tudo seja tão igual e repetitivo que a minima coisa diferente (entenda-se estranha, bizarra, ou qualquer termo semelhante) já é suficiente para fugir aos clichês.

Logo, clichê é um padrão.

Entretanto, isso não quer dizer que ele perca o sentido.

Quantas vezes você já viu um filme onde tudo começa bem, acontece um fato isolado, o mocinho vai atrás do bandido o filme todo, eles se encontram, derrepente tudo parece perdido, ai o mocinho ganha… É sempre assim, mas as pessoas continuam a ver esses mesmo filmes, vez após vez, mesmo sabendo o final.

Quantas vezes você já viu aquele filme onde a vida começa na mediocridade da normalidade, ai derrepente dois personagens que não tem nada a ver passam a ter tudo a ver, para, inevitavelmente, ficarem juntos quando os créditos começarem a rolar.

E quanto as músicas? Boa parte começa de um jeito, no meio da música a tonalidade, ritmo e melodia mudam, ai volta pra mesma música, e acaba. Aliás, música é de fato o maior clichê já criado e admirado por todos, inclusive você, com certeza. Analise a formula: Letra, letra, refrão, letra, letra, refrão, letra, acaba. As mais antigas contam com um ’solo-de-alguma-coisa’ no meio, mas mesmo assim não fogem ao clichê, não fogem ao padrão.

Tudo de fato é um clichê, se bem que essa expressão é bem mais usada para frases ou trechos de alguma coisa. Isso de fato ocorre bastante comigo, ou tem ocorrido pelo menos, o fato é que eu sou sim um clichê ambulante, não sei por que eu gosto de usar determinadas frases em determinados momentos. Há quem diga que usar clichês é falta de imaginação, eu discordo. Clichê se tornou um padrão por algum motivo, talvez por expressar a totalidade da perfeição de uma frase ou acontecimento, e por isso se repete tanto e de tal modo que se for modificado perde o sentido e a essência da coisa.

Eu sei que é chato, mas não é ruim, por que como eu disse, depende do quem, como, onde e por que.

Na verdade, ser clichê é bem clichê… Ficar querendo usar essas frases, como se fosse uma grande coisa, ficar querendo expressar sentimentos e tudo mais em palavras prontas.

E não ser clichê, também é clichê… Ficar querendo evitar essas frases, ficar tentando ser original 100% do tempo, ficar identificando clichês e apontando-os pra evitar os clichês, é clichê.

Enfim, não importa de fato, por que tanto faz, é só uma questão de interpretação e ponto de vista. Não creio que seja-la-o-que-for perca o sentido ou cause uma reação má.

Ser ou não ser? Eis, a questão!

Ser ou não ser? Eis, o clichê!

PS: Na verdade, palavras são apenas palavras, um olhar foge aos clichês das palavras, foge de qualquer coisa.

PS2: Texto clichê…

Destino e Coincidência

Poucas pessoas percebem que existe uma sutil diferença entre destino e coincidência, apesar de serem parecidos são bem diferentes, um de fato não tem nada a ver com o outro, e é fácil explicar por que.

Destino é aquilo que acontece, coincidência é o que não acontece.

Nada acontece por acaso, ou coincidência, assim seja, tudo acontece por destino. Se meses antes você fala algo a uma pessoa, e um certo dia, num certo momento inoportuno, na data mais improvável possível, aquilo acontece, isso é destino… Jamais poderia ser coincidência, pois a partir do momento que você falou aquilo á alguém, aquilo passa a existir e o destino fez com que um dia acontecesse, simplesmente por que deveria acontecer.

Coincidência é algo que jamais vai acontecer… Por exemplo, você pode pedir que 6 pessoas no mundo digam 6 números pra você, e joga-los na mega-sena… Se você simplesmente ganhar, é destino, você estava destinado a ganhar isso de um jeito ou de outro, e tudo aconteceu como deveria acontecer… Se você não ganhar, simplesmente não ganhou… Nada muda, seu destino não muda… Mas você pensa ‘Teria sido uma bela coincidência…’ …

Coincidência é isso, é tudo que não acontece mas poderia ter acontecido. Coincidência é só uma possibilidade, é um ‘Teria sido…’ de alguma frase, é como chutar uma pedra e esperar que você a encontre anos depois, isso é acreditar na possibilidade de acontecer, é acreditar numa possível coincidência, é acreditar que poderia ter ser seu destino.

O problema é que, quando você encontra a pedra, de fato, isso passa a ser destino… É algo tão absurdo, tão impossível, que qualquer probabilidade de isso acontecer anula as crença de uma coincidência, passa a ser destino.

Um exemplo próprio… Eu não sei bem ao certo o que vai acontecer comigo, mas eu tenho esse blog, graças a ele muitas coisas aconteceram, coisas boas, graças a ele criei laços, conheci pessoas, as fiz pensar e talvez até as tenha ajudado. Agora, por que eu tenho esse blog? Eu posso evidenciar isso em fatos, e posso afirmar com certeza que os eventos que levaram isso a acontecer se deram anos de eu sequer ter nascido… Mais que isso, eu consigo ver graças a quais pessoas isso aconteceu, meu pai, um amigo de São Paulo, uma ex-namorada, uma pessoa que nem sequer mais é minha amiga…

Eu sei exatamente onde as linhas paralelas se convergiram.

É possível entender isso? É possível entender que cada pessoa que eu conheci até hoje, cada pessoa importante, levou isso a acontecer? Cada fato, cada decisão que eu tomei?

É possível entender simplesmente, que esse era meu destino?

E o que vai acontecer agora? Sinceramente eu não sei… Não sei e não posso escolher, eu não tenho todas as respostas e mesmo que tivesse isso nunca dependeria só de mim… Se me perguntarem o que eu quero, eu sei responder… E é só o que eu posso responder…

O destino é meu. A influencia sobre ele não.

O que acontecer, vai acontecer de tal forma que jamais poderia ter acontecido de outro jeito.

Assim como já aconteceu…

… Deixem que as engrenagens da existência girem.

PS: Assim como Deus, eu não jogo dados, e não acredito em coincidências.

175 mil horas

2º post, esse é importante.

Dia 1º de Março de 1988 nascia um jovem rapaz chamado Richardson _____ Scherer, ou simplesmente Richard, ou ainda Majin para outros. Ou seja, eu.

O fato de ter nascido nesta data faz com que, automaticamente, ontem tenha sido meu aniversário de 20 anos. 20 anos é uma idade bem interessante… Se você parar para pensar na verdade não significa realmente uma grande coisa como um aniversário de 18 anos, ou de 15, ou de 50, ou 100, que seja… 20 anos são 20 anos. 2 décadas. 240 meses. 1.043 semanas. 7.303 dias. 175.272 horas.

É bastante tempo, eu acho… Na verdade é todo o tempo que eu tive até hoje, então é bastante tempo sim.

A primeira fase desenvolvimento se passa dos 0 aos 10 anos, a segunda dos 10 aos 20 anos, logo, a terceira começa aos 20 e se estende até os 30. Eu considero essa fase a mais importante de todas, já que é bem provável que é nela que eu resolva minha vida. Ok, como assim? É bem simples. É muito provável que nesta fase aconteçam algumas coisas bem interessentes, é nela que vou me formar em pelo menos 1 faculdade, e por que não 2? Quem sabe um mestrado, doutorado? Devido á isso é bem provável que seja nesta fase que eu arrume o emprego que terei por mais alguns longos anos, então é bom ir me acostumando com isso. É bem possivel que eu me case nesta fase também já que eu pretendo realmente me casar até, no máximo, 29 anos, e como eu só pretendo fazer isso se for a coisa certa, creio que seja nesta fase que vou encontrar a mulher de minha vida. Quem sabe também eu ganhe alguns bônus, como filhos? Alem da satisfação e planejamento pessoal, outro ponto importante á considerar é que nesses próximos 10 anos, muitos de meus amigos e pessoas queridas tambem passem por estas coisas, e isso de algum modo é bom para mim… Coisas boas deixam as pessoas felizes, e se pessoas importantes para mim forem felizes, eu também serei.

Fora tudo isso, nesta fase ainda ocorrerão 10 campeonatos de futebol, 2 copas do mundo, 3 olimpíadas, inúmeros shows, dezenas de conflitos, varias crises e mais algumas coisas em que eu, de fato, não tenho influencia alguma…

Mas isso é só o futuro.

Meus 20 anos começaram agora, e começaram bem se me permitem dizer… Logo nos primeiros segundos eu recebi os parabéns das pessoas que estavam próximas a mim, não só fisicamente, mas espiritualmente (?), e á elas agradeço. Eu sei quem me deu parabens primeiro, e tudo que posso dizer, no melhor estilo JB, é “Começamos bem”.

As horas seguintes foram, de fato, inesquecíveis… Não houve festa, não houve música, não houve nenhum presente. Mas, eu seguramente posso dizer que o que eu ganhei foi algo que nenhuma outra pessoa poderia ter me dado, algo único, algo especial, algo que palavras não podem descrever… Mesmo que, pensando bem, eu tinha tudo, e não tinha nada…

… Tão perto… Ao mesmo tempo tão longe…

Quando o dia de fato começou, ou melhor, quando o sol de fato apareceu, tudo me levava a crer que era um dia normal. E de fato era até o momento em que meus pais chegaram, me deram parabéns, um ou outro presente, e mudaram um pouco o modo como as coisas são. Eu não sou do tipo que realmente me preocupa com presentes, quem me conhece sabe disso, sabe que eu dou mais valor á um tsuru velho do que á uma roupa nova, e por isso nesse dia eu dei mais valor á um jantar com minha família, um filme que ninguém assistiu, um almoço com amigos, e toda e qualquer coisa com as pessoas que eu realmente gosto… Afinal, no fim é só isso que importa mesmo!

Sabe? Eu acho que foi um dia bom, realmente bom, começou bem, terminou bem… Não importa se em determinado momento eu tenha sentido em minhas mãos toda a dor refletida de minha alma (como meu sonho, metaforicamente, foi como meu sonho…)… Foi um dia bom… O primeiro dia dos meus 20 anos.

E os próximos dias? Como vão ser? … Na verdade, não importa… Eu não posso escolher se vão ser bons ou ruins, então me preocupar com isso é tão eficaz quanto insistir num xeque de torre contra rei… Tão eficaz quando pedir truco com o adversário tendo um zap…

Eu apenas posso esperar que tudo seja bom, que as pessoas façam o que é certo, que eu faça o que é certo, e que no fim, tudo acabe num texto feliz em algum blog da internet… Como este…

Obrigado. Mesmo.

PS. Curiosidade: A primeira pessoa que me deu parabéns, foi também a ultima.

PS2. Minha contagem de parabéns, até agora, chegou a 80.

PS3. Atualizando, a contagem de parabéns bateu nos 100.

PS3. Só lembrando, qualidade >>> quantidade.

PS4. Depois de 6 meses… Um comentário me lembrou de algo, minha contagem de parabéns… Se não me engano, arredondando, ficou em 150.

MV [FF8 - Everything You Want]

1º post, nada demais.

Tá ok, deu vontade de postar um video que eu tinha aqui já faz algum tempo. O blog é meu, então eu faço o que eu quiser =)

O vídeo é uma edição com cenas do Final Fantasy VII, usando como fundo a música ‘Everything You Want‘, da banda ‘Vertical Horizon‘.

Só um alias, o nome do personagem principal do FF8 é Squall Leonhart, é um dos meus personagens preferidos pelo estilo e etc. Alem do que ele fala ‘Whatever…’ várias vezes.

Nota mental: Fazer um post sobre o Squall.